/// Entre outras coisas, considero o Futebol como um veículo para o amor, especialmente entre pais e filhos. Me chamo David por causa de meu tio-avô Dave, falecido dois anos antes de eu nascer. O tio Dave costumava levar meu pai nos jogos do Arsenal, quando ele era pequeno, durante a guerra. No início da década de 60 meu pai tinha já seu próprio bilhete de época, lá no cimo do Setor Z, na Arquibancada Oeste. Por volta de 1962 ele me levou no meu primeiro jogo. Foi um dia especial porque o grande Stanley Matthews jogava então pelo Stoke. Naturalmente, não lembro nada do Stanley Matthews, nem do jogo, nem sequer dos jogos seguintes. Mas todos os sábados depois desse dia, sempre que meu pai perguntava se eu queria “ir no futebol”, eu respondia “Qual a cor do outro time?”. Se a resposta era “azul vivo”, ou “listras brancas e pretas”, ou “ouro velho”, minha resposta era sim. ///

David Winner é um baita de um autor. Escreveu aquele que considero meu livro de futebol favorito (“Brilliant Orange. The Neurotic Genius of Dutch Football”) e escreveu o maravilhoso “Those Feet” (donde traduzi livremente esse trecho), sobre as idiosincrasias do futebol inglês.

Essa memória que ele narra logo na segunda página da Introdução sempre me tira do sério, me emociona pra caramba, me faz ter nostalgia de um tempo que não vivi. Um tempo em que os uniformes dos times eram, de fato, mantos sagrados. Um tempo em que as cores de um clube não estavam ainda corrompidas pelas marcas e pelos sponsors. Um tempo em que as cores se destacavam em campo. Um tempo em que as cores importavam, todas as cores, sem exceção. Hoje só o verde importa (e antes que me cancelem, é óbvio que falo do verde da grana rsrs). Triste.

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